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O último dia do Congresso Brasileiro de Educação contou com quatro mesas-redonda e palestra de encerramento

Os temas apresentados foram “Educação Ambiental”, “Educação para Refugiados”, “Educação a Distância” e “Educação para a Diversidade” 

O dia começa com a mesa redonda “Educação Ambiental”, com a engenheira ambiental, Drª Profª Marjolly Priscilla Bais Shinzato e Drª Profª Maria Geralda de Miranda, graduada em Comunicação Social (Jornalismo) pela FACHA e em Letras Clássicas e Vernáculas pela FEUC. Doutora em Estudos Culturais pela UFF. Pós-doutorado em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ, em Narrativas Visuais pela Universidade Clássica de Lisboa e em Estudos Culturais Africanos pela UFRJ.

Em seguida, a Drª Profª Maria Geralda de Miranda e Drª Profª Luciane Pinho de Almeida, graduada em Serviço Social (1989), Pedagogia (1996), Filosofia (2021), Mestrado (2000) e Doutorado (2004) em Serviço Social pela UNESP – SP e Pós-Doutorado em Direitos Humanos pela Universidade de Salamanca/Espanha, apresentam a mesa redonda “Educação para Refugiados”. 

A Drª Profª Luciane Pinho de Almeida, abre falando, “A questão humanitária se torna cada vez mais expressiva e os congressos educacionais, a academia, tem que chamar a atenção para a questão da crise humanitária, que deve se intensificar para os próximos anos […] por causa dos contextos contemporâneos que o mundo está vivendo, como por exemplo o conflito da ucrânia com a rússia, e a gente tá vendo situações cada vez mais agravadas.”

Segundo dados da ACNUR, 82 milhões de pessoas em deslocamento forçado, 26 milhões são refugiadas, e metade são crianças menores de 18 anos. E ainda, 1 milhão de crianças nascem fora de seu país de origem, tornando essas situações complexas e multidimensionais. 

“Esses deslocamentos contemporâneos implicam novas realidades. Chegar em um país novo, que você não se preparou para esse traslado e lugar. Eles se deparam com essas novas realidades, com as questões linguísticas, culturais. Há também rupturas espaciais e temporais, eles deixam para trás familiares, amigos, a vida que eles tinham, muitas vezes eles vinham em situação de guerra e conflitos, deixam para trás tudo que construíram durante toda a vida.”, comentar a Drª Almeida 

A inserção do refugiado na saciedade também é precária, “Essa inserção na nova sociedade […] é pensar em como elas chegam. A gente sempre fala de baixa escolarização desses refugiados, e nem sempre isso acontece. Muitos dos refugiados que hoje, por exemplo, chegam ao Brasil, tem uma boa escolarização. Mas, muitas vezes, não consegue validar os seus diplomas. Não conseguem reconhecer  as suas profissões!”, conta. 

O processo migratório, principalmente a migração forçada, pode causar situações de estresse, medo e ansiedade, podem contribuir para uma caso de depressão, ou uma síndrome de exclusão ou síndrome de Ulisses. A doutora aponta que “Essas síndromes são provindas desse próprio deslocamento, aliados com a questão da precariedade, condições de vida, sentimentos de vergonha, desespero, impotência no ato de recomeçar a vida.”

A ACNUR ainda aponta que 68% das crianças refugiadas estão na escola básica. O número cai para 34% no nível secundário e 5% no superior. No Brasil, as crianças refugiadas apresentam 53% menor possibilidade de estarem na escola. “Todo esse contexto que discutimos aqui, quando pensamos no refugiado, ele se torna um desafio para as políticas públicas. Aqui estamos falando do Brasil, em qualquer país existe esse desafio.”, fala. 

A Constituição Federal de 1888 garante, no art. 205, a educação como direito para todos e estabelece ao Estado o dever de promover o plano de desenvolvimento da educação, sendo também um exercício de cidadania. Isso vale também para os migrantes e refugiados. 

Drª Almeida finaliza dizendo, “Todo ser humano é um ser complexo. Então devemos pensar no sentimento de pertencimento, de identidade. As redes de solidariedade grupal, todos esses fortalecimentos dessa rede de acolhimento, todo esse acompanhamento social e de saúde do migrante deve ser feito. E para isso é importante que o profissional de educação esteja preparado.”

Ao final, foram respondidas perguntas. 

Para assistir a mesa na íntegra, acesse

Durante a tarde, a mesa “Educação a Distância” foi ministrada pelo Diretor Acadêmico da Universidade Católica Dom Bosco, Jeferson Pistori e Drª Profª Ana Valéria de Figueiredo da Costa, que é professora Adjunta da UERJ no Instituto de Artes. Professora Titular II na UNESA. Programa de Pós-graduação em Artes da UERJ (PPGARTES UERJ) e Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá (PPGE UNESA). 

Para finalizar as mesas redondas do evento, o tema “Educação para a Diversidade” foi discutido por Dr. Prof. Luís Carlos Ferreira, É Professor Adjunto A, Procurador Institucional e ex-Coordenador do Curso de Pedagogia, da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira – UNILAB, e Leonardo Sampaio Baleeiro Santana, que possui graduação em Pedagogia pela Faculdade Integrada de Araguatins (2018), graduação em Matemática – Claretiano Centro Universitário (2019) e graduação em Biologia – Claretiano Centro Universitário (2020). Especialista em Educação Indígena, Psicopedagogia Clínica e Institucional e Docência do Ensino Superior pela Faculdade Famart. Atualmente trabalha com o povo indígena Xerente.

Para encerrar o evento, a Drª Profª Maria Geralda de Miranda e a Professora Marinei Almeida apresentaram a “Palestra de Encerramento do Congresso Brasileiro de Educação”. 

Para assistir todas as mesas do evento, acesso o canal no YouTube

A conferir a cobertura completa dos 3 dias de evento está no 4lab.

Bárbara Cardi Camarini

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