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A educação 5.0 é um dos temas discutidos no terceiro dia do Bett Brasil 2022

Quer entender o que é educação 5.0 e como ela se aplica nas escolas? Confira a cobertura a seguir

A palestra “Educação 5.0”, foi realizada durante a tarde desta quinta-feira (12/05), e contou com uma verdadeira aula, ministrada pela com a Profª Virginia Garcia, da International School. A mesma começa dizendo que durante a idade média, o método de aprendizagem era a educação 1.0, e por esse motivo, não havia professores, e sim mentores. Nesse momento a educação é seleta a um pequeno grupo de pessoas. Já no século XVII, percebe-se o começo da educação cruciana, que se tratava de preparar operários para trabalhar em fábricas, e produzir um resultado mais satisfatório. Esse tipo de ensino é utilitário, sendo aprendido as 4 operações matemáticas, leitura básica, e não tinham professores, e sim, instrutores. No século XVII e XIX, é continuado o mesmo modelo instrucionista, e os mestres ainda são os únicos detentores das informações.

“Existe uma diferença entre informação e conhecimento. Informação vem de fora, conhecimento é o que floresce por dentro”, explica a professora. A verticalização do ensino era muito característica da época, e era praticada mundialmente. 

Já no século XX, mais precisamente na década de 40, vemos essa educação acompanhada de um movimento da indústria, mas continua com o aluno sendo preparado para o mercado de trabalho. “É óbvio que existe uma necessidade prática em preparar esse aluno para esse mercado de trabalho,[…] existe esse aspecto a ser considerado, contudo, muitos outros aspectos.”, discorre. Nos anos 80, a criação da internet passou a ajudar na mudança de relação entre professor e aluno. 

“No começo dos anos 2000 até os anos 2010, percebemos que ainda o aluno é preparado somente para o mercado de trabalho […], O RH ao redor do mundo teve um papel muito importante ao dizer que ‘não adianta ser conteudista, quando na verdade as pessoas vão poder trafegar por profissões diferenciadas e variadas […]’ é muito mais importante o desenvolvimento de competências cognitivas e interpessoais e intrapessoais, do que você decorar as datas históricas as formulas de fisica, e etc”, Explica Virginia Garcia. Mas a educação estava fadada a mudança, “Em 2010 chegamos a educação 4.0, que primeiro aparece na Alemanha, dentro de uma feira de indústria […] e prega: continua sendo bastante utilitária, mas foca no uso da tecnologia.” Continua. 

De uma forma ainda mais rápida, a educação 5.0 surge da necessidade em fornecer oportunidades para que os alunos se desenvolvam de maneira integral, utilizando novas tecnologias para proporcionar um ensino mais humano, com foco no desenvolvimento socioemocional dos estudantes e na geração de soluções que melhorem a vida em sociedade. “Já em 2016 surge a sociedade 5.0, no Japão, e tem seu foco no bem estar social […], e é daí que surge a educação 5.0, onde os alunos são capacitados a usar tecnologia, mas de maneira saudável. Como assim?, vocês devem estar se perguntando: tecnologia deve ser invisível, tecnologia é o meio e não o fim. E se nós queremos usar tecnologia, temos que nos perguntar para que fim vamos usá-la.  Usando-a principalmente como ferramenta de transformação e bem estar social. A grande diferença entre a 4.0 e a 5.0 é que o foco da 4.0 é no indivíduo […] ao passo que, na 5.0, é focado no bem estar social e na resolução de problemas.” informa a Profª Virgínia.

As competências socioemocionais e o papel do professor é também muito debatido na educação 5.0. “O papel do professor tem que ser de mentor e curador de conteúdo”, diz a palestrante. Ela termina dizendo que a educação 5.0 é o caminho mais rápido para o cidadão global. 

Ao fim, foi aberta ao público uma seção de perguntas.   

Bárbara Cardi Camarini

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