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“A arte como ferramenta de autoconhecimento” e seu papel no Bett Brasil 2022

A palestra aconteceu no último dia do evento, e contou com Carla Salvagni, da FMU, e Thiago Martins, da escola Concept

A palestra  “A arte como ferramenta de autoconhecimento”, foi moderada por Meire Campelo Nocito, do Colégio Visconde de Porto Alegre, e com os palestrantes por Professora Carla Salvagni, da FMU, e Educador Thiago Martins, da escola Concept. O tema aborda saúde mental, competências socioemocionais e arte, “A arte é a expressão do nosso autoconsciente”, informa a Diretora Viviani Zumpano. 

“Existe uma pesquisa financiada pela Nike, a Design to Move, que diz que pela primeira vez, que a perspectiva de vida da geração atual é menor em 5 anos que a geração dos pais dela. Pela primeira vez temos uma perspectiva de vida menor, e isso tudo por conta do sedentarismo. Se pensarmos no pós-pandemia, a situação se agrava.”, explica a Professora Carla Salvagni, que atua com dança e movimento.

A reintegração social, necessária no pós-pandemia, e a integração das competências socioemocionais, a arte como um todo (dança, movimento, pintura, música e etc) é importante para a colocação dessas medidas na prática. Os palestrantes propõem que a conexão vinda da dança possa ser usada dentro da sala de aula. 

“Quero trazer uma reflexão para vocês, sobre o nome deste painel ‘A arte como ferramenta de autoconhecimento’, e gostaria de dividi-lo em 3 partes. A primeira é a Música, a origem da brasilidade existe em algumas raízes, podemos falar das raízes dos povos originários […], como uma visita à ancestralidade e ao inconsciente. Tem também a musicalidade dos povos africanos, a contação de história, a linguagem falada, como por exemplo, algumas palavras faladas em tons agudos tem outros significado, e a música grega que usamos no nosso conceito ocidental […] Por que estou dizendo isso? Pois a linguagem musical é uma linguagem. E diferentes povos usam dessa linguagem para diferentes fins. Existe uma premissa que a música e a dança são um dom, mas eu gostaria de desmistificar isso” Conta o educador Thiago Martins. “A segunda parte é ferramenta, […] todos aqui nesta mesa temos a concessão que as artes ajudam a potencializar a BNCC inteira, […]. E a última parte é o autoconhecimento” continua. 

“Um corpo que está imerso e aprendendo em uma cultura, aprende sem precisar ensiná-lo”, diz o educador. 

A imersão na música, de todos os gêneros, é defendida por Martins, que acredita que a apresentação desses gêneros deve ocorrer ainda na primeira infância. “Eu quero agora falar da 3° idade, eu tenho um grupo de musicoterapeutas em que a gente discute estratégias para algumas casas de terceira idade. A gente se apoiou nos estudos do Alive Inside, […] que sugere que músicas, que façam sentido para aquele paciente, músicas da infância ou juventude vão ajudar na sinapse e até na memória. A gente conversa como podemos usar a música para uma melhora na qualidade de vida desse paciente” 

Ele finaliza dizendo “Toda e qualquer matéria, pode ser revolucionada através das artes”.    

Ao fim, foi aberta ao público uma seção de perguntas.   

Bárbara Cardi Camarini

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