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Elon Musk, o Tony Stark da vida real que quer nos levar para Marte.

Carros elétricos superpotentes, “cápsulas” terrestres tão rápidas quanto aviões e colônias em Marte são as promessas do visionário Sul-Africano.

Algo típico de filmes de ficção científica acontece agora. Starman (um manequim vestido com roupa de astronauta) flutua a bordo de um carro vermelho pelo espaço. No painel aparece uma mensagem tirada do livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”: “Don’t panic” (Não entre em pânico). O veículo é o conversível elétrico Tesla Roadster fabricado pela Tesla Motors e lançado em 6 de fevereiro como carga de teste pela companhia de transporte espacial SpaceX em sua missão de demonstração do foguete jumbo Falcon Heavy. Sua meta? Chegar a Marte, a 160 milhões de quilômetros da Terra. Se tudo der certo, humanos seguirão o mesmo caminho em 2024.

Tanto a empresa Tesla Motors, quanto a SpaceX e a promessa de levar o homem a Marte vêm da mente do mesmo homem, Elon Musk, o empreendedor bilionário nascido em Pretória, África do Sul em 1971. Ele também foi o criador da Paypal (vendida ao eBay por 1,5 bilhão de dólares em 2006) e da Zip2 (empresa de conteúdo para portais de notícias que foi vendida por 307 milhões de dólares quando ele tinha apenas 28 anos). Conhecido como Tony Stark da vida real, Elon inspirou o ator Robert Downey Jr do filme “Homem de Ferro”, que passou um tempo com Musk a pedido do diretor Jon Favreau.

Formado em física e economia, Elon agiu como autodidata para aprender sobre aeronaves espaciais. Por muito tempo levou para todo lado um exemplar velho e mofado de um manual sobre foguetes soviéticos. Sua SpaceX é a primeira companhia privada na corrida espacial e superou a Nasa em seu principal objetivo: baratear preços de voos espaciais. Eles custam em média US$ 90 milhões por lançamento à empresa contra US$ 1 bilhão estimado pela agência espacial americana.

“Na essência, empreender é resolver problemas. Bem-sucedidos são aqueles que conseguem mapear problemas relevantes e articular uma solução economicamente viável”, analisa Sandro Magaldi, especialista em gestão estratégica e CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil.

Muito antes de se tornar um multimilionário Elon era um devorador de livros de ficção científica e o seu primeiro contato com o espaço (ainda que virtual) foi aos 12 anos, quando vendeu sua primeira criação, o jogo de batalhas entre naves intergaláticas Blastar, à revista PC and Office Technology por 500 dólares. O game lembra o clássico Space Invaders. Para Ellon, isso hoje é dinheiro de pinga. Entre as metas de Musk está a de mais do que triplicar o valor de mercado da Telsa Motors, fazendo a chegar em US$ 650 bilhões. Não que essa missão seja fácil. Um dia após o lançamento feito pela Spacex a montadora de veículos elétricos anunciou um prejuízo trimestral de US$ 675,4 milhões em comparação às perdas do ano passado. Para Sandro Magaldi, os riscos são necessários: “O empreendedor que tem aversão ao risco terá muitas dificuldades em evoluir em sua trajetória já que tende a se desencorajar perante as primeiras adversidades”.

Mas as aventuras de Musk não se limitam ao espaço ou a carros elétricos. O  visionário executivo também almeja conquistar o subsolo com a Boring Company. A empresa trabalha para baratear o custo da construção de túneis em paralelo com o desenvolvimento de outra criação de Musk, os Hyperloops. Hyperloops são cápsulas que  poderão transportar passageiros a mais de 1000 km/h e prometem acabar com os congestionamentos. Isso significa levar pessoas e cargas de São Paulo ao Rio de Janeiro em apenas 30 minutos. A Boring Company já recebeu autorização dos EUA para escavar um túnel de teste em Maryland, que futuramente ligará Baltimore a Washington. Coisa de maluco? Sadro Magaldi explica que não: “É natural aliar a fama de excêntrico a líderes visionários já que, via de regra, sua visão se distancia demais do senso comum. Musk, com sua visão sobre a viabilização do meio de transporte por meio de cápsulas com o Hyperloop, dentre outras “loucuras”, é um prato cheio para essa visão estereotipada”. Coisa de gênio.

Foto: OnInnovation

Giacomo Vicenzo & Fred Di Giacomo

Comentários

  • Na minha opinião, o autor faz muito bem ao comparar o empreendedor Elon Musk com o personagem Tony Stark, pois, nos filmes, Tony Stark sempre foi a pessoa mais avançada tecnologicamente no mundo e Elon está mostrando ser essa pessoa também. Para finalizar, não entendi o motivo de enviarem um carro para o espaço, sendo que seu maior plano é mandar seres humanos para Marte. Na minha opinião, eles teriam que encaminhar animais para Marte antes das pessoas para teste.

  • Como uma super fã do Homem de Ferro, ao ler o título fiquei um tanto surpresa ao saber que ele, Tony Stark, poderia existir. Com medo de me decepcionar, tive receio de ler. Sorte a minha que eu sou muito curiosa, pois esse meu interesse permitiu abrir a minha cabeça para a realidade de um futuro tecnológico.
    Em minha opinião, o autor faz jus ao chamar o Elon Musk de Tony Stark, afinal ambos são gênios, porém felizmente a diferença é que Musk é um real cientista que pretende mudar o futuro, já o Tony é apenas um personagem fictício.
    Tenho certeza de que o Tony Stark está orgulhoso ao ser comparado com o Elon Musk e vice versa.

  • Elon Musk é um dos nomes mais falados na atualidade e não é por acaso. O texto apresenta parte das realizações desse empresário e consegue mostrar bem a genialidade e criatividade de Musk. Para quem o conhece, o texto é interessante e acrescenta boas informações, já para quem não o conhece, dá para ter uma ideia de quem ele é, porém falta um pouco de informação sobre a história dele, como sua infância, seus estudos e conquistas para que o texto seja completo. A conexão feita com Tony Stark foi bem interessante e criou uma fantasia bacana. Muito bom texto.