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Bett Educar discute o futuro da educação e propõe transformações no ensino

A equipe do 4LAB marcou presença durante os quatro dias da Bett Educar e traz as principais tendências para a educação

A consagrada feira Bett Educar reuniu milhares de pessoas em sua vigésima sexta edição. Com o lema “Transformando a Educação” para criar um novo futuro, o evento aconteceu em São Paulo entre os dias 14 e 17 de maio.

A feira reuniu mais de 250 marcas nacionais e internacionais que realizaram lançamentos e trouxeram inovações para a educação em escolas públicas e particulares, visando o desenvolvimento de educadores para potencializar a aprendizagem dos alunos.

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Ao longo dos quatro dias da Bett Educar, a equipe do 4LAB percorreu os longos corredores do espaço Transamérica Expo Center e visitou diversos estandes para levantar quais são os principais destaques deste ano voltados para as mudanças que transformam a forma de ensinar.

Personalidades. Grandes nomes da área estiveram presentes, como a Anna Penido – diretora do Institura Inspirare, Leo Fraiman – professor e psicoterapeuta, Emília Cipriano – fundadora do Fórum Paulista de Educação Infantil, e George Stein – que é professor e atua na gestão do conhecimento.

Bett Educar 2019
Leo Fraiman visita estandes presentes na Bett Educar 2019 (Foto: Josiane Lopes/4LAB)

A relevância do evento também garantiu espaço na agenda de autoridades como o Secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, e Marcos Pontes, que está à frente do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Atrações. A diversão ficou por conta dos robôs e personagens do Lego e Turma da Mônica que circulavam pelo evento e garantiram fotos divertidas. Para quem não pagou o evento, as palestas e debates promovidos pelos próprios estandes garantiram um aprofundamento nas questões que permeiam o futuro da educação.

(Foto: Youtube/Bett Educar)

BNCC: foco de discussão na Bett Educar

Mesmo adotando os objetivos de aprendizagem definidos por convenção, as escolas e projetos educacionais apresentados no Bett Educar mostraram que não é preciso sacrificar suas singularidades. Eles estavam alinhados com a BNCC sugerindo um olhar interdisciplinar na perspectiva de integralidade,  focando em estímulos à criatividade e colocando o aluno como sujeito de sua aprendizagem.

Sendo fundamental um projeto pedagógico consistente e que construa a identidade institucional, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) funciona como um direcionamento na construção dos currículos e orienta os regimentos e projetos pedagógicos que vão efetivar os objetivos definidos para cada etapa escolar. A sua aplicação está prevista entre 2018 e 2019 em todas as escolas.

bncc mudanças
Infográfico: Maria Gabriela Zanotti/4LAB

A programação das palestras esteve divida em cinco eixos centrais, sendo: Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Reforma do Ensino Médio, Formação de Professores, Inclusão, Práticas de Sala de Aula e Gestão. Assim sendo, a discussão acerca da BNCC pôde ser expandida em bate papos, palestra e até mesmo no Fórum de Gestores. Nestes espaços, muitos educadores comentaram sobre a falta de protagonismo por parte deles e dos estudantes na construção do documento.

Essa foi uma percepção do estudante do terceiro ano do Ensino Médio Daniel Felipe de Jesus, que esteva presente na feira e participou de uma das rodas de conversa promovidas pelo Bett Educar. Ele comentou que os alunos de sua escola se abstiveram das discussões acerca da construção da nova BNCC por falta de incentivos no ambiente escolar que mostrassem a importância do que estava sendo decidido e até mesmo reuniões para que pudessem ser ouvidos.

Metologias ativas, espaço maker e mão na massa

Uma crescente tendência no sistema de ensino é a cultura maker, que visa a criação mais “mão na massa” de forma autônoma e participativa, e na criação de espaços inovadores e convidativos. Essas metologias ativas buscam cessar os crescentes estudos que mostram que, ao longo do desenvolvimento humano, há uma queda no potencial criativo. De acordo com o livro “Breakpoint and Beyond: Mastering the Future Today” (1992), aprendemos a ser não criativos. Aos cinco anos de idade, 98% das crianças têm um potencial criativo. Aos dez, essa porcentagem cai para 30% das crianças; aos quinze anos declina para 12%. Quando chegamos na idade adulta (por volta dos vinte e cinco anos) apenas 2% das pessoas têm um potencial criativo.

Fundada a partir de filosofias de educação, entre elas o Construtivismo, a aprendizagem criativa se baseia no aprender por meio de projetos que façam sentido para o aluno. Assim, o educador busca incentivar a curiosidade permeando a colaboração, compartilhamento e colocando o erro como parte do processo – como um convite à aprendizagem. Um espaço para dividir com outros educadores essas vivências em sala de aula é na plataforma educacional gratuita Co-Laborando. Por lá, professores compartilham conteúdos e práticas para tornar as aulas mais criativas.

A partir dos conceitos em torno da aprendizagem criativa, a Faber-Castell desenvolveu um programa em parceria com Leo Burd do MIT Media Lab, que esteve presente no Bett Educar para palestras e workshops sobre o tema. O projeto encara a aprendizagem criativa como a criação um espaço de aprendizagem que promova a criatividade das crianças a partir de atividades fundamentadas em storytelling, design thinking e maker. Além disso, ela se concentra em quatro pilares, conhecidos como 4P’s – amplamente aplicado em metodologias ativas e de mão na massa. Saiba mais abaixo:

4 p's aprendizagem criativa
Infográfico: Maria Gabriela Zanotti/4LAB
Maria Gabriela Zanotti

Maria Gabriela Zanotti

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